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Aos 73 anos, o primeiro DJ do Brasil volta a tocar

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Reportagem da FSP

O tempo do seu Osvaldo não é o do iPod, do laptop com conexão sem fio, da música eletrônica, da Britney Spears grávida e sem calcinha, da “alta definição”. O tempo do seu Osvaldo é o da “alta fidelidade”, da Leila Diniz grávida e de biquíni, do foxtrote, da máquina de escrever, do radinho à pilha. Em 1958, a vitrola de seu Osvaldo movimentava passos de dança em São Paulo. Há cinco décadas, seu Osvaldo se transformava no primeiro DJ do Brasil.
Hoje com 73 anos, Osvaldo Pereira voltará a pilotar um toca-discos em um baile na semana que vem, dia 25 de janeiro, em evento gratuito no Sesc Ipiranga em comemoração do aniversário da capital paulista.
“O DJ deve ter sensibilidade para saber o que o pessoal quer dançar”, conta -ensinamento que não anda muito respeitado por aí… Se a popularização da dance music faz com que figurões ganhem o equivalente a um carro 0 km por parcas duas horas de labuta, a situação vivida por seu Osvaldo era bem diferente. “Ih, não dava muito dinheiro. Era apenas um extra que eu complementava com o salário de outros trabalhos.”
No currículo, constam 12 anos na Philco, na fabricação de televisores, período que desembocou na aposentadoria, em 1980. Mas o pioneirismo de seu Osvaldo já estava cristalizado e consolidado há tempos e foi recuperado pelo livro “Todo DJ Já Sambou” (ed. Conrad; esgotado), de Claudia Assef.
“Foi ele quem começou toda essa história. Ele fazia as pessoas felizes e assim tornou-se uma referência nos anos 60”, conta o experiente Tony Hits, que há 35 de seus 53 anos é DJ de samba-rock em São Paulo.

Não queria dançar
A figura do DJ como alguém que utiliza toca-discos para embalar festas ganhou vida com Jimmy Saville, na Inglaterra, em 1947. Nos EUA, a idéia só tomou forma na década de 50. No Brasil, até 1958 os bailes eram animados ou por orquestras e grandes bandas ou amigos dos donos de salão, que se revezavam para colocar os discos que queriam ouvir, sem critério, ordem ou constância.
Seu Osvaldo freqüentava esses bailes, mas “não me interessava em dançar. Eu queria mesmo era ajudar a escolher as músicas que iriam tocar”.
Aos 22 anos, em 1954, após completar um curso por correspondência de rádio e TV promovido pela National School, dos EUA, seu Osvaldo ganhou um emprego na Elétro Fluorescentes Arpaco Ltda., loja de equipamentos eletrônicos no nº 209 da r. Guaianazes, na esquina com a r. Vitória, em São Paulo. O dono do estabelecimento, um armênio simpático que falava cinco línguas e atendia por Sharom, foi com a cara do tímido Osvaldo e delegou-lhe uma importante tarefa: “Ele queria que montássemos amplificadores de alta fidelidade, que estavam chegando ao mercado”.
A abastada clientela de Sharom voltava das viagens ao exterior com equipamentos de última geração e levava à loja para que Osvaldo montasse e construísse caixas de som adequadas. “Nós aproveitávamos para tirar cópias do diagrama [a estrutura do equipamento e suas peças]. Aí fazíamos nós mesmos aparelhos iguais e vendíamos na loja.”
Apaixonado por música, seu Osvaldo aproveitou o conhecimento adquirido na loja para construir seu próprio equipamento de som: um toca-discos movido a válvula.

Orquestra Invisível
Com o potente aparelho, em meados de 1958 ele foi convidado a colaborar com o som de casamentos e de aniversários na região da Vila Guilherme (zona norte de SP). Ali passou a ficar como “efetivo” no manuseio das bolachas. Era ele quem comandava as músicas do início ao fim das festas.
No ano seguinte, foi chamado para tocar em um “piquenique” em Itapevi (Grande SP) -entre aspas porque esse piquenique não envolvia cesto de comida, toalha na grama e clima romântico. “Piquenique era uma espécie de rave da época.”
A fama de seu Osvaldo crescia no circuito “clubber” da São Paulo do final dos anos 50. Ganhou o cargo de DJ oficial do Club 220, que rolava nas tardes de domingo no 17º andar do edifício Martinelli, centro de SP. Batizou suas performances de Orquestra Invisível Let’s Dance -depois alterada para High Fidelity Let’s Dance.
O passo seguinte foi uma residência aos sábados à noite no salão Ambassador (hoje Green Express), na av. Rio Branco.
“As festas ficavam cheias, e foi aí que perceberam que se podia ganhar dinheiro fazendo bailes à noite, sem orquestra.”

Com intervalo
O custo para montar uma noite com orquestra era muito mais caro do que com o som mecânico do seu Osvaldo, que levava o próprio equipamento ao local do baile com a ajuda de um táxi e de três auxiliares.
Muitos clubes da cidade passaram a promover festas que varavam a madrugada: Devaneio, Ás de Ouro (na Casa Verde), Pérola Negra (Imirim). “O número de festas aumentou muito. Eu chegava a ter a agenda lotada por três meses”, lembra, saudoso, dos tempos em que o DJ tinha que se apresentar vestindo terno e gravata.
Com apenas um toca-discos, era inevitável um intervalo entre as músicas, interrompendo a dança. Seu Osvaldo então construiu um mixer para “colar” uma canção na outra, sem paradas. Mas a recepção não foi a esperada. “O pessoal não gostou da música ininterrupta. Os rapazes queriam que tivesse intervalo, para poder trocar de damas.” O mixer nunca mais foi usado por seu Osvaldo.

Sem tango
Foxtrote, samba-canção, chachachá, rumba, algum bolero. Da vitrola de seu Osvaldo, saía quase tudo. Apenas tango não entrava de jeito nenhum. “Tocava tango apenas nos casamentos do bairro. Nas festas na cidade, nunca.”
Frank Sinatra, Ray Charles, Glenn Miller, Benny Goodman e Ted Heath eram alguns dos hits do DJ. “Mas o que causava frisson era Ray Conniff”, diz.
A carreira de DJ de seu Osvaldo durou dez anos. Em 1968, deixou os toca-discos em casa para o trabalho na Philco e o sustento da mulher e dos cinco filhos (depois, casou-se novamente e teve dois rebentos).
Após 1968, ele voltou a discotecar por duas vezes. No lançamento do livro “Todo DJ Já Sambou”, em 2003, e em uma noite no extinto clube Soul Sister, no Itaim Bibi, em 2005.
Mas as lembranças de seu Osvaldo ainda permanecem fresquinhas. “Era comum os rapazes pedirem para eu “reprisar” alguma música, porque eles queriam tentar conquistar uma mulher. Até me traziam uma cuba libre para agradecer.”

Famílias pagarão R$ 626 de CPMF neste ano, diz estudo

Reportagem da Folha de S.Paulo

Cada família terá de gastar R$ 626,41 neste ano apenas para o pagamento da CPMF (contribuição cobrada de cada cidadão quanto movimenta dinheiro em contas bancárias). O valor representa aumento de R$ 61,90 em relação aos R$ 564,51 pagos no ano passado. Por pessoa, serão R$ 187,95 neste ano, contra R$ 171,76 em 2006.

Alguns motivos justificam esse aumento nominal de 11%: maior atividade econômica, mais pessoas trabalhando e, em conseqüência, maior consumo.

Os dados constam de estudo divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostrando o histórico do tributo desde sua criação, em 1993, até agora.

Para este ano, o IBPT prevê que a receita com o tributo chegará a R$ 35,5 bilhões, ou 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto). O valor representará aumento de 10,7% em relação aos R$ 32,079 bilhões arrecadados pela Receita Federal em 2006.

Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT e um dos autores do estudo, se o governo conseguir aprovar a prorrogação da CPMF e a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2011, a reforma tributária não sairá do papel.

“Se forem mantidas a CPMF e a DRU, o governo deixará a reforma tributária na gaveta.” Para Amaral, isso são será novidade, uma vez que já ocorreu no primeiro mandato de Lula e nos dois de FHC, quando o tributo também foi prorrogado.

O estudo do IBPT mostra alguns números para provar que a CPMF é um tributo perverso. Primeiro: como incide em todas as etapas de produção, seu custo é repassado ao consumidor final, que tem de arcar com mais 1,7%, em média, na hora de comprar qualquer produto ou serviço -seja arroz, feijão, carne, roupas, energia etc.

Segundo: a CPMF incide sobre outros tributos. Significa dizer que, quando uma pessoa paga IPTU, IPVA ou outro tributo, seja por meio de dinheiro, cheque ou débito em conta, está pagando mais 0,38%. Isso ocorre também quando uma empresa recolhe IR, PIS, Cofins, contribuição ao INSS etc.

O IBPT calculou esse “mal em dose dupla”: desde 1997 até o final deste ano, o governo terá obtido cerca de R$ 19,7 bilhões com a CPMF sobre os outros tributos. Neste ano, essa conta chegará perto de R$ 3,3 bilhões.

Juiz que arquivou caso Richarlyson terá 15 dias para se explicar ao CNJ

Olha esse juiz, que falta de noção…

Ricardo Viel – do site Última Instância

O juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo, Manoel Maximiano Junqueira Filho, tem 15 dias para apresentar ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) suas razões sobre a decisão tomada na semana passada de arquivar o processo movido pelo jogador do São Paulo Richarlyson contra um dirigente do Palmeiras. O cartola teria insinuado em um programa de televisão que o atleta é homossexual.

Na última quinta-feira (5/8), o juiz negou prosseguimento (arquivou) à ação por entender que a queixa-crime não reunia condições jurídicas. A decisão gerou polêmica porque, entre outras coisas, o magistrado disse que futebol não era jogo homossexual.

Segundo o juiz, “o futebol é jogo viril, varonil, não homossexual”. Para ele, caso o jogador seja homossexual e resolva assumir sua preferência sexual melhor seria abandonar os gramados. A defesa do meio-campo são-paulino recorreu ao CNJ com uma Reclamação Administrativa pedindo que a conduta do magistrado seja analisada.

Após a resposta, o CNJ decidirá se abre processo administrativo contra o juiz. A assessoria do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou que o Junqueira Filho não comentará a decisão e nem o pedido de explicações.

“Quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de outro jogando (Félix, Carlos Alberto, Brito, Everaldo e Piaza; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino), jamais conceberia um ídolo seu homossexual.”, afirma o juiz na sentença. “Quem presenciou orquestras futebolísticas […] não poderia jamais sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol”.

Para o juiz, não se mostra “razoável” a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque “prejudicaria a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal”. Segundo Junqueira Filho, um jogador homossexual pode jogar futebol desde que “forme seu time e inicie uma Federação”.

“Agende jogos com quem prefira pelejar contra si”, diz Junqueira Filho. “Oras, bolas, se a moda pega, logo teremos ‘sistema de cotas’, forçando o acesso de tantos [jogadores homossexuais] por agremiação”, completa o juiz, que fecha a decisão citando um provérbio popular: “Cada um na sua área, cada macaco em seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho”.

Repercussão
Por meio de nota, o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, classificou a decisão de Junqueira Filho de “homofóbica”. “O ministro expressa a sua confiança em que o Poder Judiciário procederá a revisão dessa decisão, demonstrando seu compromisso com os princípios constitucionais que configuram o Estado democrático de direito”.

Vanucchi ressaltou ainda a necessidade de aprovação com urgência pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 122/06, que criminaliza as condutas homofóbicas.

Congonhas é “mina de ouro” para empresas

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Reportagem da Folha

O aeroporto de Congonhas é uma “mina de ouro” para a TAM, Gol e Varig, donas de 91,9% do tráfego aéreo no país. Nos últimos anos, o uso intensivo de Congonhas como estratégia central das empresas multiplicou a lucratividade.
No ano passado, a TAM aumentou seu lucro em 174%, para R$ 555,9 milhões. A Gol, em 62%, para R$ 684,5 milhões.
Dos 140 aeroportos brasileiros, Congonhas proporciona sozinho cerca de 30% a 35% das receitas das duas companhias, segundo estimativas de analistas e da própria TAM (no caso de sua participação). A Gol não divulga esse percentual.
Vôos de até duas horas de duração partindo ou chegando a Congonhas proporcionam, segundo analistas, duas vezes mais rentabilidade às empresas do que outros aeroportos. São, basicamente, rotas de executivos viajando a negócios.
Das grandes companhias, a TAM é a mais dependente de Congonhas: 22% de seus vôos passam pelo aeroporto. No caso da Gol, 18%, segundo o Nectar (Núcleo de Estudos em Competição e Regulação do Transporte Aéreo).
A Varig, comprada neste ano pela Gol, tem 33% dos seus vôos passando pelo aeroporto, mas apenas 2,9% do mercado.

Dependência
“Sem Congonhas, as empresas perderiam vantagens de eficiência operacional relevantes, já que o aeroporto permite ganhos de economia de escala devido à maior densidade de tráfego e multiplicidade de destinos. Tendo pressão em custos, surge outro motivo para aumento de preços”, afirma Alessandro Oliveira, do Nectar
“A lucratividade das empresas aumentou muito graças ao gerenciamento de custos e às mudanças estruturais na operação”, afirma Eduardo Puzziello, do banco Fator.
Gol e Varig têm juntas 50% dos “slots” (vagas para pousos e decolagens) em Congonhas. A TAM, 45%. De cada dez vôos no Brasil, dois passam pelo aeroporto paulistano, o mais movimentado do país.
Desde o acidente do dia 17, as ações da TAM na Bovespa caíram 20%. As da Gol, 12%. Especialistas afirmam que a pressão de baixa vai continuar no curto prazo, mas as empresas tendem a se recuperar.
A solução dada às operações em Congonhas será o fator mais importante. “O destino de Congonhas e outros fatores de infra-estrutura serão decisivos”, diz Mel Fernandes, do banco Brascan.
Graças ao aeroporto paulistano, Gol e TAM se transformaram em duas das mais lucrativas empresas aéreas do mundo. Com sua localização e volume de passageiros, elas têm em Congonhas sua principal base de operações e de distribuição de passageiros -ou “hub”, no jargão do setor.

VALEU BRASIL!

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Como noticiado no Clarin: Una derrota cruel: Brasil fue más en todos los aspectos

DOCUMENTÁRIO SOBRE MÚSICA BRASILEIRA É LANÇADO NOS EUA

O DVD duplo do documentário “Brasilintime: Batucada com Discos”, do diretor Brian Cross, será lançado em um festival em Los Angeles, entre os dias 17 e 19 de julho. O filme trata do encontro entre bateristas e DJs brasileiros e americanos, já foi apresentando no Brasil. O festival recriará o encontro mostrado no filme, entre os convidados estão João Parahyba e Cut Chemist.
“Brasilintime” é o registro de um momento histórico da música. O projeto proporcionou um encontro inédito entre os bateristas brasileiros e norte-americanos.
Ivan Mamão Conti, João Parahyba, Wilson das Neves e as lendas das baquetas Derf Reklaw, Paul Humphrey e James Gadson estiveram juntos, acompanhados pela participação dos DJs de Hip Hop, Nuts (Brasil), Babu (EUA), Jrocc (EUA), Cut Chemist (EUA) e Madlib (EUA).
A única performance ao vivo resultante desse encontro aconteceu em novembro de 2002 em SP, e foi presenciada por apenas 1100 sortudos, no Espaço Urbano, dando início a um documentário de 117 minutos.
Derf Reklaw, Wilson das Neves, Mamão, Madlib, Jrocc, Cut Chemist e Nuts vão misturam timbres, acordes, tons e ritmos em jam’s sessions que intercala o passado e o presente, agulhas e baquetas.
Pra quem gosta da mistura de música eletrônica e instrumental, com elementos do hip hop e da black music em geral, é imperdível.

Marina de la Riva aproxima Cuba e MPB

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REPORTAGEM DA FOLHA

Figurões da MPB, como Chico Buarque, Caetano Veloso ou Ivan Lins, já tentaram aproximar a música cubana do público brasileiro, em décadas passadas. Se esses artistas buscaram transmitir aos fãs uma admiração pessoal por outra cultura musical, o caso da cantora Marina de la Riva é mais pessoal ainda.
“Estou fazendo o que meu coração manda. Tenho certeza de que existe um caminho para tudo o que é feito com verdade”, diz a brasileira de ascendência cubana, que acaba de lançar um álbum com pérolas do cancioneiro da ilha e alguns clássicos da música brasileira. Ela se apresenta hoje e dia 7/8, no paulistano Bourbon Street.
Com participações de Chico Buarque e do guitarrista Davi Moraes, o CD “Marina de la Riva” (Mousike/Universal) marca a saborosa estréia fonográfica dessa cantora de voz suave. Suas versões de canções cubanas, como “Juramento” (Miguel Matamoros) ou “Drume Negrita” (Ernesto Grenet), soam bem mais próximas da elegância discreta da bossa nova do que da dramaticidade dos boleros tradicionais.
“Quando comecei esse projeto, algumas pessoas me chamaram de louca porque eu queria gravar um disco de música cubana, cantado em espanhol, morando no Brasil”, ela conta, observando que a música latina ainda é encarada com preconceito por aqui.

Novela mexicana
“Com todo respeito aos mexicanos, ficamos com uma imagem torta dos boleros por causa das novelas mexicanas. Nos anos 50 e 60 se ouvia muita música cubana no Brasil, mas essa tradição se perdeu”, comenta a cantora, que nasceu no interior do Estado do Rio de Janeiro e cresceu na Bahia.
Uma das faixas mais originais do CD, que foi gravado em Cuba e no Brasil, é a que une o baião “Adeus, Maria Fulô” (Humberto Teixeira e Sivuca) à habanera “La Mulata Chancletera” (Ernesto Lecuona e Galarraga). Já o samba “Sonho Meu” (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho) aparece colorido pelo característico ritmo da clave cubana.
“Essas duas culturas se encontram na alegria. Os cubanos, assim como os brasileiros, são muito alegres”, compara Marina, que vê no romantismo desses povos outro traço em comum. “Somos latinos. A gente morre de amor, mas depois nasce de novo.”

MARINA DE LA RIVA
Quando: hoje e dia 7/8, às 22h30
Onde: Bourbon Street (r. dos Chanés, 127, Moema, tel. 0/xx/11/5095-6100)
Quanto: R$ 25 (couvert artístico)

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