Espelho

“Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo, o dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz…

Eêê… Vida boa, quanto tempo faz…
Que felicidade, e que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai…”

“Eêê… Vida boa, vai no tempo vai…
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar…”

Paulo César Pinheiro e João Nogueira

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