Arquivo para julho \27\UTC 2007

Los Hermanos – Ventura

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Baita trabalho da nova música brasileira, ouvi aí:

1. Samba A Dois
2. O Vencedor
3. Tá Bom
4. Último Romance
5. Do Sétimo Andar
6. A Outra
7. Cara Estranha
8. O Velho E O Moço
9. Além Do Que Se Vê
10. O Pouco Que Sobrou
11. Conversa De Botas Batidas
12. Deixa O Verão
13. Do Lado De Dentro
14. Um Par
15. De Onde Vem A Calma

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Engodo plastificado

XICO GRAZIANO – Coluna da Folha

O Diário Oficial de hoje publica o veto do governo do Estado de São Paulo ao projeto de lei 534/07, que obrigava todo comerciante a usar sacolas erroneamente chamadas de ecológicas. A partir de um plástico modificado que, na química, é conhecido pelo nome de polímero oxibiodegradável, surgiram sacolas plásticas “ecológicas”. Aparentemente, a causa é boa. Mas o projeto é um engodo técnico e uma marotice política. Um projeto semelhante foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo e vetado pelo prefeito Gilberto Kassab.
Polímeros são macromoléculas derivadas do petróleo, muito estáveis, que demoram séculos para se degradarem no meio ambiente. Para contornar essa persistência, tecnologia baseada em aditivos químicos acelera a reação do polímero com o oxigênio do ar, formando novos compostos. Tal plástico modificado, embora se degrade mais rapidamente do que o comum, continua contaminando o meio ambiente de forma agressiva, em razão dos catalisadores empregados, derivados de metais pesados como níquel, cobalto e manganês.
Traduzindo em português claro, a tecnologia permite que o plástico se esfarele em pequenas partículas, até desaparecer ao olho nu, mas continua presente na natureza, agora disfarçado pelo tamanho reduzido. Com um sério agravante. Quando vier a ser atacado pela ação dos microrganismos, irá liberar, além de gases de efeito estufa, como CO2 e metano, metais pesados e outros compostos inexistentes no plástico comum. Pigmentos de tintas, utilizados nos rótulos, também se misturarão ao solo.
O efeito do projeto de lei vetado seria visual, e não ecológico, portanto. A questão fundamental não reside em caracterizar um produto como biodegradável ou não. Esgotos domésticos são essencialmente formados por materiais orgânicos biodegradáveis, mas se tornaram os maiores poluentes de nossos rios. As sacolas plásticas oxibiodegradáveis se decompõem mais cedo na natureza que as de plástico comum. Poderão, entretanto, causar um efeito contrário na educação ambiental, induzindo a sociedade a relaxar o zelo na disposição dos detritos urbanos.
A saída correta para o problema dos resíduos sólidos reside no consumo sustentável, que levará ao lixo mínimo. A reciclagem, a compostagem e a valorização energética são fundamentais nesse processo educativo. Produtos oxibiodegradáveis dissimulam o problema, varrendo a sujeira para baixo do tapete. Por essas razões, a Prefeitura de São Paulo, em 23/6, vetou projeto de lei que obrigava o uso de tais sacolinhas plásticas na capital. No mesmo sentido, a Secretaria do Meio Ambiente recomendou ao governador José Serra o veto a semelhante iniciativa aprovada, por acordo, sem votação, na Assembléia Legislativa. Repita-se: o projeto de lei torna obrigatório o uso do novo plástico. Esquisito, parece lobby de interesse privado.
Curiosamente sempre se originam de parlamentares do PT os incisivos projetos de lei, que se esparramam alhures. Ora, se o partido do presidente da República realmente julgar que essa alternativa do plástico oxibiodegradável é a melhor, poderia remeter o tema à discussão do Congresso Nacional. A matéria exige legislação nacional. Não houvesse outro, esse seria um motivo para o veto.
É indevido querer obrigar comerciantes paulistas a utilizar tal material. Não faz sentido privilegiar uma tecnologia contestada por cientistas e ambientalistas. É instrutivo saber que nem Inglaterra e Canadá, países que desenvolveram essas poliolefinas e demais aditivos oxidegradantes, adotaram a tecnologia. Se efetivamente os inventores das novas sacolinhas tivessem “neutralizado” o plástico, o mercado mundial as teria adotado. Nem precisaria de lei. Estima-se que o mundo utilize 1 milhão de sacolas plásticas por minuto. Em São Paulo, 18% do lixo é composto desse material. É um enorme problema ambiental. A substituição do plástico derivado de petróleo por sucedâneo ecologicamente correto depende da inovação tecnológica.
Em São Paulo, pesquisas de ponta, apoiadas pela Fapesp em parceria com a iniciativa privada, buscam viabilizar o biopolímero oriundo de fontes renováveis de energia, como milho e cana-de-açúcar. Esses biopolímeros, sim, serão os plásticos do futuro, capazes de livrar a sociedade de montanhas de detritos. O marketing que privilegia o sumiço efêmero do lixo plástico serve à indústria petroquímica mundial. Daqui se origina o efeito estufa do planeta, exigindo mudanças profundas no uso da energia fóssil e seus sucedâneos.
Nesse processo, inexistem soluções milagrosas, que apenas mascaram o dilema ambiental da humanidade. O resto é perfumaria.

Ueba! Lula bota goleiro pra Defesa!

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BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
Direto do País da Piada Pronta! Zona Aérea! E o Lula disse: “Quando viajo, entrego a Deus”. E se acontecer alguma coisa? Reclama com o papa! Rarará!
E ele disse que reza quando entra no avião. E eu rezo pra ter um avião igual ao dele. E se ele tem tanto medo de avião, por que não pára no chão?!
E o Pândego 2007? Reforço pra gente passar Cuba de vez: 1) Fafá de Belém: natação 50 m de peito; 2) Clodovil, vulgo Clodovéia: frescobol e salto com vara.
E tem mais: 3) Alexandre Frota: pênis de mesa, sendo que o nosso maior medalhista de pênis de mesa é um japonês.
E pra fechar: 4) Maluf e Renan: assalto ornamental; 5) Hebe, Marta, dona Marisa e Yoná Magalhães: revezamento de bisturi! Rarará!
E o Lula deu carta-branca pro novo ministro da Defesa, o Jobim. E sabe o que ele fez com a carta? Um aviãozinho de papel. E sabe por que o Lula deu carta-branca? Porque dava muito trabalho escrever! Então foi carta em branco!
E o Jobim é advogado. Se ele não der certo, o Lula bota um goleiro pra Defesa. Duas pessoas que entendem de defesa: advogado e goleiro.
E sabe por que o Waldir Pires andava desestimulado? Porque o ACM morreu e não tem mais com quem discutir! Rarará!
E aí você abre a “Caras” e tá lá: oito páginas com o Roberto Justus, ops, Roberto Sustus, em Paris.
E eu aqui, preso em São Paulo! Não consigo ir nem pra Salvador! Rarará!
A matéria deveria ser: oito páginas de como o Roberto Sustus conseguiu ir pra Paris. Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou como diz o outro: é mole, mas chacoalha pra ver o que acontece!
Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha “Morte ao Tucanês”. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Tóquio tem um restaurante incrível chamado NoRabo! Sushi no rabo! Rarará! Mais direto, impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. “Aviação”: companheiro vendo uma revoada de pássaros!
Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
E vai indo que eu não vou!
Rarará!

Lobão – Acústico MTV

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Ontem ouvi uma dessas músicas no rádio e logo pensei: “Esse é o Lobão, sempre aprontando alguma coisa…”
Ele, que é um dos grandes músicos brasileiros dos anos 80, agora lança o seu acústico MTV. São releituras fantásticas dos seus sucessos. Ouve aí:

1. El Desdichado Ii
2. Essa Noite, Não (Marcha Ré em Paquetá)
3. Décadance Avec Élégance
4. Bambina
5. Vou Te Levar
6. Quente
7. Por Tudo que for
8. Noite e Dia
9. Me Chama
10. Você e a Noite Escura
11. A Queda
12. A Vida é Doce
13. Pra Onde Você Vai
14. O Mistério
15. Canos Silenciosos
16. Blá Blá Blá… Eu Te Amo (Rádio Blá)
17. Corações Psicodélicos
18. A Gente Vai se Amar

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Malvados

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Congonhas é “mina de ouro” para empresas

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Reportagem da Folha

O aeroporto de Congonhas é uma “mina de ouro” para a TAM, Gol e Varig, donas de 91,9% do tráfego aéreo no país. Nos últimos anos, o uso intensivo de Congonhas como estratégia central das empresas multiplicou a lucratividade.
No ano passado, a TAM aumentou seu lucro em 174%, para R$ 555,9 milhões. A Gol, em 62%, para R$ 684,5 milhões.
Dos 140 aeroportos brasileiros, Congonhas proporciona sozinho cerca de 30% a 35% das receitas das duas companhias, segundo estimativas de analistas e da própria TAM (no caso de sua participação). A Gol não divulga esse percentual.
Vôos de até duas horas de duração partindo ou chegando a Congonhas proporcionam, segundo analistas, duas vezes mais rentabilidade às empresas do que outros aeroportos. São, basicamente, rotas de executivos viajando a negócios.
Das grandes companhias, a TAM é a mais dependente de Congonhas: 22% de seus vôos passam pelo aeroporto. No caso da Gol, 18%, segundo o Nectar (Núcleo de Estudos em Competição e Regulação do Transporte Aéreo).
A Varig, comprada neste ano pela Gol, tem 33% dos seus vôos passando pelo aeroporto, mas apenas 2,9% do mercado.

Dependência
“Sem Congonhas, as empresas perderiam vantagens de eficiência operacional relevantes, já que o aeroporto permite ganhos de economia de escala devido à maior densidade de tráfego e multiplicidade de destinos. Tendo pressão em custos, surge outro motivo para aumento de preços”, afirma Alessandro Oliveira, do Nectar
“A lucratividade das empresas aumentou muito graças ao gerenciamento de custos e às mudanças estruturais na operação”, afirma Eduardo Puzziello, do banco Fator.
Gol e Varig têm juntas 50% dos “slots” (vagas para pousos e decolagens) em Congonhas. A TAM, 45%. De cada dez vôos no Brasil, dois passam pelo aeroporto paulistano, o mais movimentado do país.
Desde o acidente do dia 17, as ações da TAM na Bovespa caíram 20%. As da Gol, 12%. Especialistas afirmam que a pressão de baixa vai continuar no curto prazo, mas as empresas tendem a se recuperar.
A solução dada às operações em Congonhas será o fator mais importante. “O destino de Congonhas e outros fatores de infra-estrutura serão decisivos”, diz Mel Fernandes, do banco Brascan.
Graças ao aeroporto paulistano, Gol e TAM se transformaram em duas das mais lucrativas empresas aéreas do mundo. Com sua localização e volume de passageiros, elas têm em Congonhas sua principal base de operações e de distribuição de passageiros -ou “hub”, no jargão do setor.

Marisa Monte – Mais

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Segundo álbum da Marisa, “Mais” é de 1991. Aqui ela se firma como uma grande cantora e mostra um estilo bem próprio, apresentando as primeiras parcerias com Nando Reis e Arnaldo Antunes. Gravado em Nova Iorque, conta com a participação de Ryuichi Sakamoto, John Zorn e Mark Ribot. Fundamental, ouve aí:

1. Beija Eu
2. Volte para o Seu Lar
3. Ainda Lembro
4. De Noite Na Cama
5. Rosa
6. Borboleta
7. Ensaboa
8. Eu Não Sou Da Sua Rua
9. Diariamente
10. Eu Sei
11. Tudo Pela Metade
12. Mustapha

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